Estudantes indígenas da Escola Natividade Alcântara Marques se destacam no ATL 2026 em Brasília

Estudantes indígenas da Escola Natividade Alcântara Marques se destacam no ATL 2026 em Brasília

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Estudantes indígenas da Escola Natividade Alcântara Marques se destacam no ATL 2026 em Brasília
O evento reafirma que a resistência indígena se fortalece tanto nas ruas quanto nos espaços institucionais, unindo o conhecimento acadêmico à força da tradição.BN

A capital federal foi palco de uma das maiores mobilizações indígenas do país com a realização do Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 e do I Congresso Internacional de Justiça Originária, promovido no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre os destaques da delegação de Mato Grosso do Sul estão estudantes da Escola Natividade Alcântara Marques, localizada na Aldeia Buriti, em Dois Irmãos do Buriti.

Um dos nomes que ganhou visibilidade durante o evento foi o de Thayla, jovem estudante indígena e filha da liderança Eder Alcântara. Representando a força da nova geração, ela levou a voz da juventude ao ATL, reafirmando o compromisso com a luta pelos direitos dos povos originários.

Mobilização nacional em defesa dos territórios

A marcha reuniu povos indígenas de diversas regiões do Brasil, além de apoiadores, com um objetivo central: cobrar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a demarcação das terras indígenas.

A demarcação é um direito garantido pela Constituição Federal e desempenha um papel fundamental na preservação da cultura, da história e do meio ambiente. Durante a mobilização, os participantes levantaram cartazes, entoaram cantos tradicionais e reforçaram a importância de proteger seus territórios contra invasões e a exploração ilegal.

Protagonismo juvenil

A participação de Thayla simboliza o protagonismo da juventude indígena na continuidade da luta. Como estudante e representante de sua comunidade, ela destacou a importância de manter vivas as tradições e, ao mesmo tempo, ocupar espaços de debate e decisão.

Diálogo com o sistema de justiça

Outro ponto importante da participação da delegação sul-mato-grossense foi o envolvimento em debates no Conselho Nacional de Justiça. A iniciativa busca garantir que o sistema jurídico brasileiro respeite as leis, os direitos e as tradições dos povos indígenas.

União de povos e fortalecimento da luta

Ao lado de etnias como os Pataxó, a presença da família Alcântara reforça a união entre os povos indígenas e a continuidade da luta pela demarcação das terras e pela liberdade das lideranças originárias.

O evento reafirma que a resistência indígena se fortalece tanto nas ruas quanto nos espaços institucionais, unindo o conhecimento acadêmico à força da tradição. A participação de jovens como Thayla demonstra que o futuro dessa luta segue firme, com novas vozes assumindo o protagonismo na defesa dos direitos ancestrais.


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