Por que o exame de óculos convencional não é suficiente para prevenir o Glaucoma.

Saiba o perigo de diagnósticos tardios e entenda como a tecnologia de imagem de alta resolução (OCT) identifica a morte de fibras nervosas antes que o paciente perceba a perda visual.

Por Bendita Letra
1 4 Min

Por que o exame de óculos convencional não é suficiente para prevenir o Glaucoma.
Dr. Carlos Figueiredo — Oftalmologista
 

A falta de sintomas iniciais faz do glaucoma a principal causa de cegueira irreversível no mundo, atingindo cerca de 80 milhões de pessoas globalmente, segundo dados da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB). O grande perigo reside na característica silenciosa da doença, que costuma ser detectada apenas quando o campo de visão já está severamente comprometido. Por se tratar de uma patologia degenerativa do nervo óptico, a perda visual começa pelas extremidades e avança de forma tão lenta que o cérebro consegue compensar as falhas por anos, mascarando a gravidade da situação.

Muitos pacientes acreditam que a saúde ocular está em dia ao realizar apenas o exame de refração para a troca de óculos, mas essa avaliação básica não garante a detecção de doenças silenciosas. O Dr. Carlos Figueiredo alerta que a medição da pressão ocular e o teste de grau são apenas o ponto de partida. De acordo com o especialista em glaucoma, a pressão alta nos olhos é o principal fator de risco, mas não é o único. Existem casos onde a pressão está normal, mas o nervo continua sofrendo danos, o que torna a investigação clínica muito mais profunda do que um simples teste de leitura.

A Oftalmolife tem investido em protocolos que vão além do consultório tradicional para fechar o cerco contra a progressão da doença. Atualmente, o uso da Tomografia de Coerência Óptica, conhecida como OCT, permite visualizar as camadas da retina com uma precisão microscópica. "Com essa tecnologia de alta resolução, conseguimos identificar a morte de fibras nervosas muito antes de o paciente notar qualquer mancha na visão. É uma janela de oportunidade preciosa para iniciar o tratamento e preservar a autonomia de quem nos procura", explica o diretor da clínica.

Diferente dos exames de imagem do passado, o OCT funciona como uma biópsia viva, mapeando a espessura da camada de fibras nervosas e o complexo de células ganglionares. Essa análise estrutural é capaz de prever perdas funcionais que só apareceriam em exames de campo visual daqui a cinco ou dez anos. Para o médico, o diagnóstico precoce muda completamente o prognóstico, já que o tratamento atual, que varia de colírios específicos a procedimentos a laser, foca justamente em interromper esse desgaste antes que ele se torne incapacitante.

A conscientização sobre a rotina de exames detalhados é fundamental, especialmente para quem possui histórico familiar, idade acima de 40 anos ou alta miopia. O especialista reforça que o acompanhamento preventivo não deve ser confundido com a busca por uma nova receita de lentes. "Não tratamos apenas a visão que o paciente tem hoje, mas garantimos que ele continue enxergando daqui a duas décadas. O glaucoma não avisa que chegou, e quando o paciente percebe a sombra na visão lateral, o dano ao nervo já é permanente e irreversível", pontua.

Ao unir a experiência clínica com equipamentos de última geração, o foco do centro oftalmológico passa a ser a medicina preditiva. O objetivo final é garantir que o diagnóstico chegue antes do sintoma, transformando o que poderia ser uma perda total de visão em uma condição controlada e estável. Com o monitoramento correto e o uso das ferramentas diagnósticas adequadas, é possível conviver com a patologia sem abrir mão da qualidade de vida e da independência visual.

 

Saiba mais sobre o trabalho da Oftalmolife: @oftalmolifeclinica | https://glaucoma.com.br/ 

 

Fonte: Dr. Carlos Figueiredo — Oftalmologista | Especialista em Glaucoma | Diretor Oftalmolife



 

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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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