11/09/2020 às 15h14min - Atualizada em 11/09/2020 às 15h14min

Maya Gabeira quebra próprio recorde de maior onda surfada por mulher: 'um sonho'

Maya Gabeira quebra próprio recorde de maior onda surfada por mulher: 'um sonho'

Maya Gabeira pega onda de 22,4 metros durante competição em Nazaré, em Portugal Foto: Reprodução/CNN (11.set.2020)

A surfista brasileira Maya Gabeira falou  nesta sexta-feira (11), sobre ter quebrado o próprio recorde ao surfar uma onda de 22,4 metros na famosa praia de Nazaré, em Portugal. O recorde de maior onda já surfada por uma mulher foi anunciado nessa quinta-feira (10) pela World Surf League.

"Foi um sonho. Meu recorde anterior era 20,7 metros e peguei essa onda em fevereiro, durante a competição de Tow-in Surf, em Nazaré", relatou ela, que ainda acrescentou que não tinha pretensão de bater a marca. 

 
Maya Gabeira pega onda de 22,4 metros durante competição em Nazaré, em Portugal

Maya Gabeira pega onda de 22,4 metros durante competição em Nazaré, em Portugal

Maya Gabeira pega onda de 22,4 metros durante competição em Nazaré, em Portugal

Foto: Reprodução/CNN (11.set.2020)

"Não era meu foco quebrar o meu recorde, não estava focada em um número, mas simplesmente muito focada em competir bem", disse ela, que participou, pela primeira vez, de uma competição com duplas mistas – ou seja, homem e mulher.

"Era a primeira dupla mista profissionalmente falando. Eu era a única mulher competindo na divisão masculina, e minha dupla me puxou nessa onda", acrescentou. 

"Foi uma sensação inesquecível. Quando você chega na base da onda, ela explode atrás de mim e eu ainda seguro por algum tempo. Nunca vou esquecer o barulho e a energia. Muito intenso", completou.

Maya também relembrou o acidente que sofreu no mesmo local há alguns anos e como se recuperou e voltou em alta performance. Ela admitiu que ainda tem muito medo da onda. 

"Tenho esse medo, esse respeito e essa noção do que pode acontecer de fato numa onda desse tamanho, então é sempre uma superação para mim e um pouco difícil de acreditar", disse. 

"Minha volta não era uma certeza, mas continuava tentando e buscando a solução para a minha lesão", disse. "Então, quebrar o primeiro recorde já foi algo extraordinário e seguir nesse caminho é algo surreal", concluiu.

(Edição: Marina Motomura)

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